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Chikungunya

O que é?

É uma doença infecciosa febril, causada pelo vírus Chikungunya (CHIKV). O nome significa “aqueles que se dobram” em swahili, um dos idiomas da Tanzânia. Refere-se à aparência curvada dos pacientes que foram atendidos na primeira epidemia documentada, na Tanzânia, localizada no leste da África, entre 1952 e 1953. 

Como é a transmissão?

A transmissão ocorre pela picada da fêmea infectada dos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus. O mosquito adquire o vírus CHIKV ao picar uma pessoa infectada durante o período de viremia (um dia antes do aparecimento dos sintomas até o quinto dia da doença). 
 

Após a picada do mosquito, em quantos dias ocorre o início dos sintomas?

De dois a dez dias, podendo chegar a 12 dias. Esse é o chamado período de incubação. Saiba mais sobre os mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus.


Quais os principais sinais e sintomas?

Febre acima de 39 graus, de início repentino,  dores intensas nas articulações de pés e mãos – dedos, tornozelos e pulsos. Pode ocorrer, também, dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele. Cerca de 30% dos casos não chegam a desenvolver sintomas. Dor nas articulações também ocorre nos casos de dengue, mas com intensidade menor. Em se tratando de Chikungunya, é importante reforçar que a dor articular, presente em 70% a 100% dos casos, é intensa e afeta principalmente pés e mãos (geralmente tornozelos e pulsos).

Ao sentir sintomas, ou se conhecer alguém com sintomas da doença, procure ou indique a busca por atendimento médico. Para saber qual a sua unidade de referência na rede municipal, clique aqui


Qual a área de circulação do vírus?

O vírus circula em alguns países da África e da Ásia. entre 2013 e 2014, foi registrada transmissão autóctone em países do Caribe (Anguila, Aruba, Dominica, Guadalupe, Guiana Francesa, Ilhas Virgens Britânicas, Martinica, República Dominicana, São Bartolomeu, São Cristóvão e Nevis, Santa Lúcia e São Martinho) e na República Dominicana.
 

Vulnerabilidade

Toda a população do continente é considerada como vulnerável, por dois motivos: como nunca circulou antes em nossa região, ninguém tem imunidade ao vírus e os mosquitos capazes de transmitir a doença estão presentes em praticamente todas as áreas das Américas. 

Como se identifica um caso suspeito?

O Ministério da Saúde definiu que devem ser consideradas como casos suspeitos todas as pessoas que apresentarem febre de início súbito maior de 38,5ºC e artralgia (dor articular) ou artrite intensa com início agudo e que tenham histórico recente de viagem às áreas (até a Semana Epidemiológica 25, que corresponde ao período 21 a 27 de junho de 2015) nas quais o vírus circula de forma contínua. 
 

Como é feito o tratamento?

Até o momento não existe um tratamento específico para chikungunya. Em caso de suspeita, a pessoa deve procurar a unidade de saúde mais próxima, imediatamente e não deve tomar remédio por conta própria. A automedicação pode mascarar sintomas, dificultar o diagnóstico e agravar o quadro do paciente. Somente um médico pode receitar medicamentos. Recomenda‐se repouso absoluto ao paciente, que deve beber líquidos em abundância. Não há vacina contra a febre chikungunya.
 

Como se prevenir?

Como a doença é transmitida por mosquitos, é fundamental que as pessoas reforcem as medidas de eliminação dos criadouros de mosquitos nas suas casas e na vizinhança. As medidas que as pessoas devem tomar são exatamente as mesmas recomendadas para a prevenção da dengue. Acesse, Cuidados em Casa, na seção Prevenção
 
Fonte: Agência Saúde

Dados atualizados sobre a doença no Continente são encontrados no site da Organização Panamericana de Saúde (OPAS), em espanhol. Em relação ao Brasil, acesse o portal do Ministério da Saúde, no link Situação Epidemiológica

Acesse a publicação da OMS e OPAS para Profissionais de Saúde
 também na Seção Publicações deste site.