Onde est� o Aedes?

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atenção

24/10/2017

Prefeitura integra Semana de Mobilizao contra o Aedes aegypti

 

A prefeitura e o Governo do Estado esto engajados nas atividades da Semana Nacional de Mobilizao contra o Aedes aegypti, iniciativa do Ministrio da Sade. Nesta quarta e quinta-feiras, 25 e 26, trs tendas estaro montadas em pontos estratgicos da cidade para alertar sobre a importncia de prevenir o desenvolvimento do vetor, responsvel pela transmisso de doenas como dengue, zika, chikungunya e febre amarela.
 
Profissionais da Secretaria Municipal de Sade – Ateno Primria em Sade, Coordenadoria Geral de Vigilncia em Sade (CGVS) e Instituto Municipal de Estratgia de Sade da Famlia (Imesf) – estaro no Centro de Sade Modelo, na regio central da cidade; no Centro de Sade Murialdo, na zona Leste; e no Hospital Vila Nova, na zona Sul. As atividades acontecero pela manh e tarde. A inteno levar populao mais informaes sobre a eliminao de criadouros, preveno ao desenvolvimento do inseto e medidas de proteo individual, como uso de repelente corporal e eltrico, em ambiente interno de residncias ou estabelecimentos comerciais. A campanha do Ministrio da Sade tem mbito nacional.

Com maior informao, a sociedade poder intensificar as medidas de preveno ao mosquito, explica o diretor da CGVS Anderson Lima. Ele lembra que o inverno de 2017 em Porto Alegre registrou temperatura mdia dois graus acima do observado no perodo 1981-2010 (mdias so calculadas sempre em perodos de 30 anos). “Com frio intenso concentrado em perodos muito curtos, o clima na cidade constitui um quadro favorvel para o mosquito Aedes aegypti”, explica.

De acordo com dados do monitoramento inteligente do Aedes, realizado por meio de 935 armadilhas de monitoramento instaladas em 31 bairros da Capital, neste inverno em nenhuma semana a infestao vetorial baixou a zero, e registrou-se a segunda maior infestao desde 2013, perdendo apenas para 2015. Isto significa  que a populao de adultos de Aedes aegyptifoi mantida ao longo da estao, permitindo uma retomada de nveis de populao crticos para a transmisso de doenas logo no incio da primavera. “Com isso a populao deve redobrar os cuidados e intensificar as medidas preventivas: reviso de reas externas e de qualquer ambiente propcio a acmulo de gua, remoo de guas acumuladas e limpeza de recipientes visando a eliminar a presena de ovos do mosquito”.

O bilogo Getlio Dornelles, da SMS, lembra que os ovos do Aedes aegypti podem ficar em ambiente seco por at 500 dias, eclodindo ao entrar em contato com gua. Por isso fundamental evitar qualquer acmulo de gua parada, at mesmo em uma tampinha de garrafa, explica o tcnico. Embora o inseto esteja presente em toda a cidade, anlises feitas em todas as fmeas do Aedes aegypti coletadas nas armadilhas de monitoramento no registraram vrus das doenas nos insetos. Isso quer dizer que no h insetos infectados, o que diminui o risco da transmisso viral na Capital. No entanto, com o aumento do calor, aumentam as viagens de moradores de Porto Alegre para locais onde pode haver transmisso viral. Por isso, importante que antes de viajar as pessoas verifiquem se o destino da viagem est entre aqueles em que h casos confirmados das doenas. De acordo com as boletins tcnicos informativos mais recentes do Ministrio da Sade, os estados de Gois, Cear e Tocantins so os destinos com maior risco no momento.

Nos ltimos anos, o Brasil tem registrado menor nmero de confirmao de casos de dengue, com reduo drstica dos nmeros em 2017: em 2015 foram confirmados 1.688.688 casos da doena no pas; em 2016, 1.483.623. Em 2017, at incio de setembro (1/1 a 2/9/17, Semana Epidemiolgica 35), dados mais recentes publicados pelo Ministrio da Sade, foram 219.040 casos. Em relao zika e chikungunya os nmeros tambm so decrescentes. Zika: em 2016, foram 216.207 casos provveis. Em 2017, 15.586. Chikungunya: 277.882 em 2016, contra 171.930 at a SE 35 de 2017. Em Porto Alegre, foram confirmados na cidade, at a Semana Epidemiolgica 35, dois casos importados de dengue, um importado de zika e cinco importados de chikungunya. Os nmeros de 2016 so bem superiores: 354 de dengue, entre autctones (301) e importados (53); 29 importados de chikungunya; e 40 casos de kiza, sendo 26 importados e 14 autctones.